Ademir Carvalho chega ao final do primeiro ano de seu segundo mandato a frente da prefeitura com uma cidade cheia de problemas, mas com a população em uma onda de positivismo com a possibilidade da instalação da empresa mineradora Vale no município no ano de 2011. Um fator economicamente importante que teria também atraído os olhares de outros grupos como Bradesco, Ricardo Eletro e Epa e vai gerar uma grande demanda de mão de obra e impostos. Mas quem tem menos motivos a comemorar é o prefeito Ademir que vai deixar tudo isso de herança a seu sucessor e os nomes já circulando nas rodas de conversas são dos mais variados.
De boteco em boteco ouvimos as mais diversas opiniões e posições, mas algumas coisas têm me chamado atenção, primeiro que se concretizando o projeto da Vale o próximo prefeito vai trabalhar com uma realidade muito diferente do caos encontrado pelo filho do seu Jair. E quem será o próximo nome a sentar na cadeira de chefe do poder executivo municipal? Talvez Zezé Oliveira comece a disputa ainda distante, na frente dos demais pela surpreendente votação que recebeu no ultimo pleito, Lucas Coelho pode ter renascido nos últimos anos, mas carrega um histórico de derrotas que mancha sua imagem, Fernando de Castro dificilmente entrara na disputa depois de ficar em ultimo ano passado, mas ele talvez seja o mais político de todos e costuma aprontar surpresas. Paju não esta medindo esforços para dar força a seu nome na cidade, mas mesmo com apoio de alguns vereadores sua tarefa é árdua, com mesmo desejo aparece o radialista João Vitor Xavier que é vereador na capital e tem um bom grupo político o apoiando por aqui, sua força e a de Paju serão conhecidas nas eleições para deputado estadual. Cássio Castro tem uma família tradicional com ele, mas pode ser ofuscado por João Vitor e ainda aparece o nome do vice-prefeito Geraldo Jacome que precisa desvincular seu nome do atual prefeito que anda com a popularidade baixa.
A segunda coisa que me chamou a atenção ao conversar com populares é que só existe o sentimento de espera pela Vale e não de preparação da cidade e das pessoas para quando isso acontecer. Da cidade para oferecer infra-estrutura como moradias, escolas, creches, postos de saúde e muito mais, agora o que me preocupou realmente foi à acomodação das pessoas que me fizeram refletir: Será que a Vale vai encontrar em Caeté a mão de obra que precisa? Se o cidadão não se prepara nestes dois anos que faltam corremos o serio risco de sermos meros expectadores do desenvolvimento alheio.








